Manaus viveu uma noite marcada por arte, emoção e
celebração na última sexta-feira (13). Como parte das comemorações pelos 72
anos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas
(Fecomércio AM), e os 80 anos do Sesc e do Senac, o Teatro Amazonas recebeu a
estreia nacional do espetáculo “O Pianista e o Poeta” , reunindo no palco
o maestro e pianista João Carlos Martins e o escritor e poeta Gabriel Chalita,
sob direção artística de Jorge Takla.
A apresentação
lotou o teatro e proporcionou ao público um encontro entre a música e a literatura.
Ao piano, João Carlos Martins interpretou obras de grandes compositores da
música clássica, como Bach, Chopin e Beethoven, enquanto Gabriel Chalita
conduziu a plateia por reflexões literárias e filosóficas inspiradas em autores
que atravessam gerações.
O presidente
da Fecomércio Amazonas, Aderson Frota, destacou que a iniciativa cultural foi
pensada como uma homenagem aos empresários que fazem parte do setor
representado pela entidade.
“Estamos
fazendo 72 anos de atuação da entidade. E o objetivo desse momento cultural e
comemorativo é exatamente homenagear os empresários. A Fecomércio representa o
segmento de comércio, serviços e turismo, e esse é um momento para
compartilhar. É uma homenagem, mas acima de tudo para promover cada vez mais a
autoestima do nosso segmento empresarial”, afirmou.
Segundo ele, o
evento também simboliza o reconhecimento da importância do setor para a
economia do estado.
“O espetáculo
é um brinde que envolve as pessoas e os empresários do nosso segmento. É uma
forma de homenagear não só a entidade pelos 72 anos, o Sesc e o Senac pelos 80
anos, mas acima de tudo compartilhar esse momento tão importante e reconhecer a
grande participação do nosso segmento na economia do Amazonas”, acrescentou.
Para Gabriel
Chalita, estrear o espetáculo em Manaus teve um significado especial, marcando
simbolicamente o início da circulação nacional da montagem.
“Para nós é
uma honra o convite da Fecomércio. Quando o maestro esteve aqui recentemente,
comentamos sobre esse projeto com o presidente Aderson e com a Adriana,
diretora regional do Sesc. Ela disse que gostaria muito que a estreia fosse no
Amazonas. Naquele momento o João Carlos Martins falou que este teatro é icônico
para o Brasil. A floresta amazônica representa muito da diversidade do povo
brasileiro. Então, para nós, é uma honra estrear aqui”, afirmou.
O escritor também destacou a emoção de dividir o palco
com o maestro. “Para mim são dois privilégios: estar no Amazonas e estar no
palco com esse homem grandioso que é o maestro João Carlos Martins”, disse.
O maestro
ressaltou o significado de iniciar a turnê nacional no Teatro Amazonas, um dos
principais patrimônios culturais do país.
“O que posso
dizer é que a Amazônia pertence ao planeta, e o Estado do Amazonas faz com que
a Amazônia pertença ao planeta. E este teatro, que está completando 130 anos,
talvez seja o teatro mais icônico do nosso país. Quando decidimos iniciar essa
turnê, eu falei que se começássemos no Teatro Amazonas estaríamos começando da
forma que física e espiritualmente gostaríamos”, declarou.
Após a estreia em Manaus, o espetáculo seguirá em turnê
por outras capitais brasileiras, incluindo Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo,
Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.